quarta-feira, 5 de junho de 2013

Experiências de Leitura e Escrita - Minha trajetória

As palavras dos profissionais em seus depoimentos (Marilena, Cândido e Fábio de Paula), mais do que observações sociológicas ou críticas, guardam valores de pessoas apaixonadas e que sabem, desde muito pequenas, o valor da leitura enquanto elemento catalisador de crescimento existencial e cultural. Gostei da parte em que ela fala da descoberta de nós mesmos e de outros mundos, pois foi assim que me senti quando mergulhei nas minhas primeiras leituras de quadrinhos e contos infantis.  E quando Antônio Cândido relembra e resume muito coerentemente a humanização que a leitura permite, identifiquei-me com isso em gênero, número e grau, pois é assim que entendo um leitor apaixonado e sedento de conhecimentos. Vibrei positivamente, nesse sentido, com a citação da fala de um adolescente, feita por Fábio de Paula, algo que também me assombra e me deixa assustado com o entendimento que os meninos alunos têm desse processo tão essencial para a história de vida.
                Apesar de estar parecendo uma introdução crítica, menos que isso, faço um recorte daquilo que me chamou mais atenção naqueles depoimentos para, a partir das idéias, contar um pouco da minha experiência de leitura e escrita, desde quando iniciei minhas práticas de menino observador e ansioso por conhecer os mais diversos tipos de textos e livros a que tinha acesso. Minha mãe era funcionária de escola e, sempre que me levava em sua companhia para o trabalho, eu preferia ficar explorando e me surpreendendo com os materiais impressos, livros e apostilas, didáticos e paradidáticos (apesar de não terem esse nome), colocados em algumas estantes que eram chamadas de pequenas bibliotecas. Foi ali que comecei a tomar contato com os autores nacionais e internacionais (traduzidos) que escreviam para crianças. Esse convívio fascinante e desafiador, pois havia livros com muito texto e eu acabara de ser alfabetizado, significava algo estimulante. Apesar de não compreender ainda certos significados, havia algo naquelas histórias por descobrir e me apropriar que me agitava muito. E com o passar do tempo, aprendi a separar e entender que as coisas evoluem, crescem e servem para descobertas de outros espaços, incluindo o espaço dentro de nós mesmos que se chama alma...
                E por falar nisso, o meu primeiro livro, chamado “O gigante egoísta”, uma história infantil que, somente depois de adulto vim a descobrir que era uma adaptação de um belo texto de Oscar Wilde, foi-me presenteado por minha mãe. Ela, com certeza, nem desconfiava que o original era de alguém tão afamado e aclamado pela crítica literária mundial. Uma história sensível e profunda, para pensar sobre coração e espírito, e que naquela época, entendi como uma coisa singela e cheia de ternura. Algo conspirou, me parece conveniente pensar, para que meu primeiro conto fosse de alguém tão importante. E quando relaciono esses fatos com o que Antônio Cândido coloca em seu depoimento, creio que nessa fase de iniciante, meu processo de humanização, via leituras, começou a se realizar. Depois disso, quando já dominava textos maiores, sem ter muita dificuldade com vocabulário e sequências narrativas mais complexas, passei a devorar coleções de grandes aventuras para jovens, livros de contos, crônicas e fábulas, e revisitar o imaginário infanto-juvenil através de Monteiro Lobato e outros autores em moda. Começou a se consolidar em mim aquele “refinamento das emoções” e os primeiros “exercícios de reflexão”, possíveis em um pré-adolescente sempre interessado em ler e saber.
Prof. Fernando César Ferreira - Curso: Melhor Gestão, Melhor Ensino - 2013

2 comentários:

  1. Experiências práticas de leitura e escrita

    Primeiramente temos que investigar se o aluno tem conhecimento com o tema ,inserindo uma socialização entre eles, depois apresentar o texto, trabalhar o conteúdo da sua disciplina, compartilhando o trabalho com as demais.Promover o contato direto do aluno com textos variados. . Geni Lúcia Jacinto Lionello . Curso : Melhor Gestão,Melhor Ensino 2013

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  2. Práticas de leitura e escrita.

    Cabe ao educador fazer a diferença. Atualmente encontram-se disponíveis metodologias diferenciadas e recursos diversificados, isto é, além de giz e da lousa, o educador pode utilizar data-show, retroprojetor, entre outros; os quais podem ser utilizados de forma a tornar as atividades de leitura e escrita significativas, incentivando seu hábito e contribuindo para a efetiva formação do aluno. A crescente importância desses meios é mais um estímulo para o domínio da leitura e escrita.



    Professora Érica Nikaido Nakao, cursista.

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