segunda-feira, 17 de junho de 2013

Referenciais utilizados para comentar experiências de leitura

Três Autores Importantes:

Marilena Chauí


Professora de Filosofia da USP
"O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo", considera a doutora em Filosofia Marilena Chauí.
Eu costumo falar no esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade. Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida, pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro. Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro.
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

Antonio Candido


Crítico literário e ex-professor de Teoria Literária na USP
As produções literárias, de todos os tipos e todos os níveis, satisfazem necessidades básicas do ser humano, sobretudo através dessa incorporação, que enriquece a nossa percepção e a nossa visão do mundo. [...]. Em todos esses casos ocorre humanização e enriquecimento, da personalidade e do grupo, por meio de conhecimento oriundo da expressão submetida a uma ordem redentora da confusão.
Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.
Fonte: CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: ______. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004.

Fábio de Paula Xavier Marchioro


Advogado, jornalista, escritor e blogueiro
Que existam pessoas que não gostem de ler eu entendo. É a variedade da natureza. Eu, por exemplo, não gosto de pagode. Tudo bem. Há quem goste. Cada um na sua. Mas o que me chamou a atenção é o comentário de um menino de 15 anos, chamado Marcelo S. P., que afirma: "Para mim, ler não acrescenta nada. Vou começar a ler tudo a partir do segundo ano, quando pretendo me preparar para prestar medicina. Só leio Playboy, Fluir, Hardcore, Sexy e Veja".

Fonte: Disponível em:http://www.pensagens.com. Acesso em: 13 maio 2013

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