segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Crônica

Situação de Aprendizagem do Encontro Presencial  Texto "No Aeroporto" - Carlos Drummnond De Andrade"
Produção de inferência  locais; produção de inferências globais.
A- Contextualização : 
  1- Na região onde você mora existe Aeroporto?Como ele é?
  2- Se não existe um Aeroporto na sua região,analise as imagens abaixo,comparando-as : 
   a)Aeroporto de cidade pequena (Ribeirão Preto,Uberaba)
   b)Aeroporto de cidade grande (São Paulo)
  3- Você recebe hóspedes ou se hospeda na casa de alguém? Em que ocasião?
 B- Identificação : 
  1- Você conhece o autor do texto? Faça uma pequena pesquisa sobre ele.
  2- Você conhece todas as palavras do texto?Circule no texto e procure-as no dicionário.
 C- Elementos da Narrativa- Crônica
   1- Identificar no texto : 
  a) Personagens
  b) Espaço
  c) Tempo 
  d) Narrador 
   e) Enredo 
    2- Dê uma nova versão para o final da história.
    3- Pense no seu dia a dia e escreva sobre um fato marcante.
  D- Atividades interdisciplinares
      - Seus professores trabalharão este texto com as seguintes abordagens :
     Arte- produção de desenhos,maquetes 
    História: contexto global da aviação
    Geografia : Localização ,mapas 
  Sugestão :
   1- O professor de História,dentro do contexto global da história da aviação,poderá fazer e desenvolver um projeto de visita ao Museu da Aviação na cidade de São Carlos.
  2 - O professor de Língua Portuguesa exibirá o filme ''O Terminal'',destacando os elementos da narrativa e o entendimento da história. 

Referenciais utilizados para comentar experiências de leitura

Três Autores Importantes:

Marilena Chauí


Professora de Filosofia da USP
"O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo", considera a doutora em Filosofia Marilena Chauí.
Eu costumo falar no esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade. Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida, pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro. Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro.
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

Antonio Candido


Crítico literário e ex-professor de Teoria Literária na USP
As produções literárias, de todos os tipos e todos os níveis, satisfazem necessidades básicas do ser humano, sobretudo através dessa incorporação, que enriquece a nossa percepção e a nossa visão do mundo. [...]. Em todos esses casos ocorre humanização e enriquecimento, da personalidade e do grupo, por meio de conhecimento oriundo da expressão submetida a uma ordem redentora da confusão.
Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.
Fonte: CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: ______. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004.

Fábio de Paula Xavier Marchioro


Advogado, jornalista, escritor e blogueiro
Que existam pessoas que não gostem de ler eu entendo. É a variedade da natureza. Eu, por exemplo, não gosto de pagode. Tudo bem. Há quem goste. Cada um na sua. Mas o que me chamou a atenção é o comentário de um menino de 15 anos, chamado Marcelo S. P., que afirma: "Para mim, ler não acrescenta nada. Vou começar a ler tudo a partir do segundo ano, quando pretendo me preparar para prestar medicina. Só leio Playboy, Fluir, Hardcore, Sexy e Veja".

Fonte: Disponível em:http://www.pensagens.com. Acesso em: 13 maio 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Trabalhando com o Gênero Literário Conto (Crônica)

- Texto: “Meu primeiro beijo”, de Antônio Barreto
1) Abordagens de pré-leitura:
- Conversar sobre as expectativas da turma a respeito do tema (primeiro beijo);
- Explorar a perspectiva de um texto que tivesse aquele título;
- Antes da leitura propriamente dita, observar como meninas e meninos expõem seus comentários, qual  a postura, diferenças, semelhanças, modo de ver o ato, quem já experienciou o momento, etc.;
- Já aqui seria possível abordar aspectos químicos, biológicos, psicológicos e sociológicos do tema sugerido pelo texto (ainda que de leve, com noções básicas);
- Essas primeiras estratégias já servem de suporte para antecipar uma melhor compreensão da leitura a ser feita, já que tocam em experiências concretas (dos leitores) e envolve outras leituras de vida, incluindo informações de caráter científico-cultural.
2) Abordagens de leitura (explorando aspectos materiais e  de conteúdo do texto):
- Narrativa em primeira pessoa, com personagem-narradora, o que inclui observar que os sentimentos e preocupações da personagem divergem dos de um menino;
- O protagonista masculino descrito pela narradora já permite explorar o universo dos estudantes que se aplicam demais em teorias e fórmulas, mas que mantêm o seu lado de curiosidade acerca do tema (beijo), e marcam a diferença de modos de pensar e posturas;
- Os alunos vão se identificar tanto com personagens quanto com o espaço onde se passam as ações, incluindo o momento inusitado(?) que oportunizou o acontecimento principal;
- A linguagem é simples, direta, sem grandes períodos ou vocabulário sofisticado, talvez pensada para atingir uma grande faixa de pré-adolescentes;
- O final também pode ser trabalhado a partir da noção de flash-back, já que a protagonista está voltando ao passado, e permite explorar os tempos verbais utilizados de forma a se justificar o desfecho escolhido pelo autor.
3) Proposta de atividade que explore as habilidades requisitadas na Matriz de avaliação:
- Levar em conta aspectos de leitura que oportunizem a proposição de questões discursivas ou optativas para a avaliação;
- Discutir com o grupo de estudo qual a modalidade mais adequada para o texto estudado;
- Elaborar a atividade de avaliação conforme as competências que respaldam aquelas habilidades requeridas.

domingo, 9 de junho de 2013

                                                           Experiências práticas de leitura e escrita 

Primeiramente temos que investigar se o aluno tem conhecimento com o tema ,inserindo uma socialização entre eles, depois apresentar o texto, trabalhar o conteúdo da sua disciplina, compartilhando o trabalho com as demais.Promover o contato direto do aluno com textos variados. . Geni Lúcia Jacinto Lionello . Curso : Melhor Gestão,Melhor Ensino 2013
                                                          Meu perfil 

GENI LÚCIA JACINTO LEONELLO (Cursista) 
São Joaquim da Barra-SP 

Sou Geni  Lucia Jacinto Lionello, trabalho na E.E Manoel Gouveia De Lima, em São Joaquim Da Barra, quero e preciso adquirir mais conhecimentos.Boa sorte a todos.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Perfil de Professor

Sou professor de Língua Portuguesa e Literatura, incluindo licenciatura para ensinar Espanhol e sua literaturas. Trabalho com Linguagens há mais de dezoito anos, sempre fui dinâmico, proativo e curioso por implementar meu trabalho e minhas atividades em sala. Apaixonado por cultura geral, em especial assuntos relacionados à área de Humanidades, minhas leituras me fizeram também um amador na arte de produzir textos de ficção. Acho que tudo isso auxilia na melhoria das minhas relações e implementa as atividades específicas de sala de aula. Também fico contente em poder dividir, compartilhar e ser útil no tocante às minhas experiências e materiais utilizados. E acredito na força do trabalho coletivo, compartilhado. (Fernando - Cursista - Grupo 4) 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Experiências de Leitura e Escrita - Minha trajetória

As palavras dos profissionais em seus depoimentos (Marilena, Cândido e Fábio de Paula), mais do que observações sociológicas ou críticas, guardam valores de pessoas apaixonadas e que sabem, desde muito pequenas, o valor da leitura enquanto elemento catalisador de crescimento existencial e cultural. Gostei da parte em que ela fala da descoberta de nós mesmos e de outros mundos, pois foi assim que me senti quando mergulhei nas minhas primeiras leituras de quadrinhos e contos infantis.  E quando Antônio Cândido relembra e resume muito coerentemente a humanização que a leitura permite, identifiquei-me com isso em gênero, número e grau, pois é assim que entendo um leitor apaixonado e sedento de conhecimentos. Vibrei positivamente, nesse sentido, com a citação da fala de um adolescente, feita por Fábio de Paula, algo que também me assombra e me deixa assustado com o entendimento que os meninos alunos têm desse processo tão essencial para a história de vida.
                Apesar de estar parecendo uma introdução crítica, menos que isso, faço um recorte daquilo que me chamou mais atenção naqueles depoimentos para, a partir das idéias, contar um pouco da minha experiência de leitura e escrita, desde quando iniciei minhas práticas de menino observador e ansioso por conhecer os mais diversos tipos de textos e livros a que tinha acesso. Minha mãe era funcionária de escola e, sempre que me levava em sua companhia para o trabalho, eu preferia ficar explorando e me surpreendendo com os materiais impressos, livros e apostilas, didáticos e paradidáticos (apesar de não terem esse nome), colocados em algumas estantes que eram chamadas de pequenas bibliotecas. Foi ali que comecei a tomar contato com os autores nacionais e internacionais (traduzidos) que escreviam para crianças. Esse convívio fascinante e desafiador, pois havia livros com muito texto e eu acabara de ser alfabetizado, significava algo estimulante. Apesar de não compreender ainda certos significados, havia algo naquelas histórias por descobrir e me apropriar que me agitava muito. E com o passar do tempo, aprendi a separar e entender que as coisas evoluem, crescem e servem para descobertas de outros espaços, incluindo o espaço dentro de nós mesmos que se chama alma...
                E por falar nisso, o meu primeiro livro, chamado “O gigante egoísta”, uma história infantil que, somente depois de adulto vim a descobrir que era uma adaptação de um belo texto de Oscar Wilde, foi-me presenteado por minha mãe. Ela, com certeza, nem desconfiava que o original era de alguém tão afamado e aclamado pela crítica literária mundial. Uma história sensível e profunda, para pensar sobre coração e espírito, e que naquela época, entendi como uma coisa singela e cheia de ternura. Algo conspirou, me parece conveniente pensar, para que meu primeiro conto fosse de alguém tão importante. E quando relaciono esses fatos com o que Antônio Cândido coloca em seu depoimento, creio que nessa fase de iniciante, meu processo de humanização, via leituras, começou a se realizar. Depois disso, quando já dominava textos maiores, sem ter muita dificuldade com vocabulário e sequências narrativas mais complexas, passei a devorar coleções de grandes aventuras para jovens, livros de contos, crônicas e fábulas, e revisitar o imaginário infanto-juvenil através de Monteiro Lobato e outros autores em moda. Começou a se consolidar em mim aquele “refinamento das emoções” e os primeiros “exercícios de reflexão”, possíveis em um pré-adolescente sempre interessado em ler e saber.
Prof. Fernando César Ferreira - Curso: Melhor Gestão, Melhor Ensino - 2013