segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Minhas experiências de Leituras e Escritas

 Depoimento pessoal:

As palavras dos profissionais em seus depoimentos (Marilena, Cândido e Fábio de Paula), mais do que observações sociológicas ou críticas, guardam valores de pessoas apaixonadas e que sabem, desde muito pequenas, o valor da leitura enquanto elemento catalisador de crescimento existencial e cultural. Gostei da parte em que ela fala da descoberta de nós mesmos e de outros mundos, pois foi assim que me senti quando mergulhei nas minhas primeiras leituras de quadrinhos e contos infantis.  E quando Antônio Cândido relembra e resume muito coerentemente a humanização que a leitura permite, identifiquei-me com isso em gênero, número e grau, pois é assim que entendo um leitor apaixonado e sedento de conhecimentos. Vibrei positivamente, nesse sentido, com a citação da fala de um adolescente, feita por Fábio de Paula, algo que também me assombra e me deixa assustado com o entendimento que os meninos alunos têm desse processo tão essencial para a história de vida.

                Apesar de estar parecendo uma introdução crítica, menos que isso, faço um recorte daquilo que me chamou mais atenção naqueles depoimentos para, a partir das idéias, contar um pouco da minha experiência de leitura e escrita, desde quando iniciei minhas práticas de menino observador e ansioso por conhecer os mais diversos tipos de textos e livros a que tinha acesso. Minha mãe era funcionária de escola e, sempre que me levava em sua companhia para o trabalho, eu preferia ficar explorando e me surpreendendo com os materiais impressos, livros e apostilas, didáticos e paradidáticos (apesar de não terem esse nome), colocados em algumas estantes que eram chamadas de pequenas bibliotecas. Foi ali que comecei a tomar contato com os autores nacionais e internacionais (traduzidos) que escreviam para crianças. Esse convívio fascinante e desafiador, pois havia livros com muito texto e eu acabara de ser alfabetizado, significava algo estimulante. Apesar de não compreender ainda certos significados, havia algo naquelas histórias por descobrir e me apropriar que me agitava muito. E com o passar do tempo, aprendi a separar e entender que as coisas evoluem, crescem e servem para descobertas de outros espaços, incluindo o espaço dentro de nós mesmos que se chama alma...

                E por falar nisso, o meu primeiro livro, chamado “O gigante egoísta”, uma história infantil que, somente depois de adulto vim a descobrir que era uma adaptação de um belo texto de Oscar Wilde, foi-me presenteado por minha mãe. Ela, com certeza, nem desconfiava que o original era de alguém tão afamado e aclamado pela crítica literária mundial. Uma história sensível e profunda, para pensar sobre coração e espírito, e que naquela época, entendi como uma coisa singela e cheia de ternura. Algo conspirou, me parece conveniente pensar, para que meu primeiro conto fosse de alguém tão importante. E quando relaciono esses fatos com o que Antônio Cândido coloca em seu depoimento, creio que nessa fase de iniciante, meu processo de humanização, via leituras, começou a se realizar. Depois disso, quando já dominava textos maiores, sem ter muita dificuldade com vocabulário e sequências narrativas mais complexas, passei a devorar coleções de grandes aventuras para jovens, livros de contos, crônicas e fábulas, e revisitar o imaginário infanto-juvenil através de Monteiro Lobato e outros autores em moda. Começou a se consolidar em mim aquele “refinamento das emoções” e os primeiros “exercícios de reflexão”, possíveis em um pré-adolescente sempre interessado em ler e saber.

                A vida escolar me ajudou sim a encontrar caminhos e propostas de ampliação do meu universo de leitor, mas mais do que isso, o apoio e grande parte do incentivo primário a todo esse processo (às vezes muito prazeroso, às vezes desafiador, ou os dois) veio de familiares, parentes e amigos. Depois de amadurecido, enquanto ser humano e enquanto ledor apaixonado, arrisquei-me a tentar escrever textos literários de cunho narrativo. Foi e está sendo uma tarefa árdua, porém misturada a um contentamento. Se a leitura exige amadurecimento, a escritura mais ainda. E ainda mais quando se tenta criar situações e sequências de valor literário. Mas é um jogo divertido e agregador; divertido porque você pode decidir o destino das personagens a todo e qualquer momento; agregador porque te faz perceber que ser mais maduro como leitor te faz mais crítico sobre o seu próprio fazer de escritor. Some-se o meu ofício de ensinar leitura e escrita, e tem-se terreno mais amplo para reflexões e análises importantes. Bem, essa bagagem, minha jornada, meu espírito um tanto crítico, me levam a ter o mesmo sentimento do blogueiro Fábio de Paula, quando vejo, ouço e converso com meus alunos. Grande parte deles não fizeram certas jornadas, não acumularam aquela bagagem tão necessária de leituras humanizadoras, e estão fadados a achar que tudo se resolve com apertar botões, mecanicamente, sem esforço consciente, sem interesse apaixonado pelo conhecimento e pela imensa apropriação cultural que livros, revistas, jornais, possibilitam a todos. E o que fazer quando um menino de Ensino Médio nem tem consciência do que é leitura (já que lê certos tipos de revistas) e, muito menos, se dá conta de que antes de ser crítico, precisa reconhecer ter espírito para isso??? E, mais dramático, quer ser médico...?

(Experiências comentadas a partir da opinião de Marilena Chauí, Antônio Cândido e Fábio de Paula - citados em junho/2013, neste Blog.)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Uma ferramenta interessante para Professores e Alunos...

Mapas Conceituais: aspectos práticos

Mapas Conceituais  são estruturas esquemáticas que representam conjuntos de ideias e conceitos dispostos em uma espécie de rede de assuntos interligados, de modo a apresentar mais claramente a exposição do conhecimento e organizá-lo segundo a compreensão racional de seu idealizador. Portanto, são representações gráficas, que indicam relações entre palavras e conceitos, desde aqueles mais abrangentes até os menos inclusivos. São utilizados para a facilitação, a ordenação e a sequenciação hierarquizada dos conteúdos estudados. 

A construção de Mapas Conceituais (Novak & Gowin, 1996) propõe que as temáticas sejam apresentadas de modo diferenciado, progressivo e integrado. Pela diferenciação progressiva, determinados conceitos são desdobrados em outros conceitos que estão contidos em si mesmos, parcial ou integralmente, indo dos conceitos mais globais aos menos inclusivos. 

Como representações gráficas, os Mapas Conceituais (Faria, 1995) indicam as relações existentes entre conceitos, conectando-os através de palavras-chave e oferecendo estímulos adequados aos educandos. Também, servem como instrumentos de transposição do conteúdo teórico para um conteúdo significativo no processo de aprendizagem.

Nesta perspectiva, são levadas em conta: a aprendizagem por recepção, reforçada pela aprendizagem verbal e pelas representações visuais, que são predominantes nos espaços escolares. Logo, a ferramenta didática Mapa Conceitual pode servir para tornar mais significativa a aprendizagem para os alunos, permitindo-lhes estabelecer relações sistematizadas entre os conteúdos apresentados com os conhecimentos anteriormente estudados. Estes instrumentos se aplicam a diversas áreas do conhecimento e da educação.

(Texto adaptado do original)

http://www.infoescola.com/pedagogia/mapas-conceituais

http://penta2.ufrgs.br/edutools/mapasconceituais/exem1mapasconceituais

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

PARA TODO EDUCADOR REFLETIR...

PRECE DO EDUCADOR
Senhor,
        Que eu possa me debruçar sobre cada criança e sobre cada jovem com a reverência que deve animar minha alma diante de toda criatura tua!
        Que eu respeite em cada ser humano de que me aproximar, o sagrado direito de ele próprio construir seu ser e escolher seu pensar!
        Que eu não deseje me apoderar do espírito de ninguém, imprimindo-lhe meus caprichos e meus desejos pessoais, nem exigindo qualquer recompensa por aquilo que devo lhe dar de alma para alma!
        Que eu saiba acender o impulso do progresso, encontrando o fio condutor de desenvolvimento de cada um, dando-lhes o que eles já possuem e não sabem, fazendo-os surpreenderem-se consigo mesmos!
        Que eu me impregne de infinita paciência, de inquebrantável perseverança e de suprema força interior para me manter sempre sob o meu próprio domínio, sem deixar flutuar meu espírito ao sabor das circunstâncias! Mas que minha segurança não seja dogmatismo e inflexibilidade, e que minha serenidade não seja mormaço espiritual!

        Que eu passe por todos, sem nenhuma arrogância e sem pretensão à verdade absoluta, mas que deixe em cada um, uma marca inesquecível, por ter transmitido alguma centelha de verdade e todo o meu amor!

domingo, 26 de outubro de 2014

Poeminha sobre meio ambiente

O meio é o ambiente
(César Pavezzi)

Que ambiente é este
Em que pensamos viver tão bem?
Temos é que questionar
O mal que nos fazemos também...

Com quantos paus se faz uma canoa?
Com quantas faunas a gente se devora?
Vivendo, sem pensar esta vida à toa,
Com que meios a gente se (de)flora?

O tempo passa, e é só discurso
O que sai de nossos sentidos,
Enquanto isso morre mais um urso...

A vida é feita de muitos amigos,
Com harmonia deve seguir seu curso,

Ainda é tempo de rever nossos juízos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

História de um conhecido aprendiz...

O EXEMPLO DE PINÓQUIO
(César Pavezzi)*
                               Gepeto (que é uma metáfora interessante de pai, criador e educador), um dia, descobre que tinha em mãos mais do que um amontoado de pedaços de madeira juntados e atados, mais do que uma marionete , enfim, tinha um menino, ou um projeto de menino, ser humano em construção. Outro simbolismo para a segunda infância, pois Pinóquio, assim “batizado” pelo criador, já nasceu criança desenvolvida e curiosa. Como muitas que nascem nos dias de hoje, ainda que com um pai que nem de longe tem a doçura e as preocupações de Gepeto, o velhinho. Os exemplos trazidos pela história desse boneco podem sugerir, ressalvadas a época de produção do romance e as intenções ideológicas do autor, uma comparação bastante próxima ao universo em que estão mergulhados nossos aprendizes da atualidade.
                               Como todo pai zeloso e empenhado na educação de filhos, Gepeto logo decide que Pinóquio deveria frequentar a escola. Decisão sábia, porém sem muito peso na consciência de um boneco de madeira que, ao longo das circunstâncias impostas pela história narrada, teria que lutar muito para se tornar um ser humano, menino de carne e osso, um desejo genuíno do próprio pai. O que existe de profundo e cíclico aqui é o fato de que todo criador tem essa vontade profunda de que sua criatura melhore, cresça, intelectual e emocionalmente, para conseguir ser reconhecido verdadeiramente como alguém, gente, humano e mais preparado para o mundo. Discurso semelhante ao de todo pai quando cobra seus filhos sobre a importância de estudar, empenhar-se na escola.
                               Claro está que uma “consciência” de boneco não estaria tão preparada ou orientada para as tentações do novo mundo que se abrira para Pinóquio. Não muito diferente do mundo de hoje, salvo na roupagem tecnológica que ganharam alguns tipos de distrações e lazeres, com certeza bem mais interessantes que as carteiras de escola e as atividades intelectuais propostas. E nesse caldeirão de influências, que no livro são representadas por criaturas inescrupulosas e enganadoras, as crianças não sabem (ou não querem) distinguir o que é mais importante para sua vida de “bonecos” deslumbrados com os espetáculos, portáteis ou massificadores, que o mundo midiático e consumista lhes oferece diariamente.
                               Ainda que haja “grilos falantes” e “fadas”, outros símbolos positivos na vida do menino, ou melhor, boneco, o grande circo de distrações e maravilhas aberto aos seus olhos e à sua imaginação funciona como o anestésico atrofiador de algum rasgo de consciência que seus verdadeiros amigos possam esperar de sua atitude. E a mentira entra como parte desse aprendizado torto, onde levar vantagem e não ser punido nem sempre conseguem impedir seu “nariz” comprido de denunciá-lo, e muitas vezes de se envergonhar. Já que ainda é um boneco-menino e não aprendeu certas malícias reservadas à vida de adulto.
                               O recurso utilizado como representação também simbólica de que, assim como Pinóquio, os meninos que fugiam da escola, acabavam se emburrecendo, literalmente (inclusive nos aspectos físicos e na mudança do jeito de falar quase zurrando), sugere o distanciamento que hoje se pode constatar entre o ir à escola, mas não querer frequentar as aulas, justamente porque o trabalho intelectual a ser enfrentado não é percebido pelos meninos como importante e educativo. E o boneco paga um preço por não querer se instruir, e construir uma mentalidade intelectual, que é ver-se na pele (literalmente) de todos os meninos-burros mostrados pelo narrador como fugitivos das aulas. Nesse ponto da história, Gepeto já nem sabe mais do paradeiro de sua criatura, concretamente perdida, tanto para o mundo externo quanto no seu mundinho interno. E que depois vai virar comida de peixe, outra brilhante metáfora para o quase-fim, ou quase-morte, alimentada pelo próprio Pinóquio, ao se afastar enormemente da educação proposta pelo seu criador, e por ter somente orelhas de um burro, já que nem assim conseguia dar ouvidos aos conselhos de sua “consciência” (o grilo), ou de sua influência boa (a fada). Qualquer semelhança com o que acontece com nossos meninos aprendizes da modernidade não é mera coincidência.
                               A transformação gradativa do boneco para virar um menino ainda impõe obstáculos bíblicos, tornando muitos momentos do final da narrativa opressivos e tristes, quando pensamos que se trata de uma “criança”. A dificuldade final que se coloca a Pinóquio, e que vai funcionar como prova material de sua mudança de atitude, é o resgate de seu criador, engolido por uma enorme baleia. Imaginação à parte, a sobrevivência de Gepeto fez-se necessária para que a história mais uma vez nos premiasse com a maior parábola da Vida: o ciclo tinha que se completar para que criador e criatura pudessem se reencontrar. E que nessa revelação causada pela nova atitude do boneco estivesse implícita a vontade de mostrar ao “pai” o novo ser que se tornou, mesmo ainda sendo “boneco” de madeira. Enfim, Gepeto é encontrado pelo “filho” arrependido e fica feliz por finalmente conseguir que o mesmo se torne um ser humano de verdade (ainda que haja a intervenção da fada boa nessa metamorfose). Agora, Pinóquio tem possibilidades de ser mais feliz, sem esquecer que poderia ter evitado todos os percalços cinzentos e sofridos pelos quais passou desde o começo de sua criação, se houvesse mantido uma postura mais de menino, e menos de boneco. Mais de ser “humano” e menos de marionete, mais intelectual e menos alienado da realidade.
               
(PINÓQUIO, traduzido e versionado em vários idiomas, é do italiano Carlo Collodi).

* César Pavezzi é pseudônimo de Fernando César Ferreira, autor desse ensaio.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Crônica

Situação de Aprendizagem do Encontro Presencial  Texto "No Aeroporto" - Carlos Drummnond De Andrade"
Produção de inferência  locais; produção de inferências globais.
A- Contextualização : 
  1- Na região onde você mora existe Aeroporto?Como ele é?
  2- Se não existe um Aeroporto na sua região,analise as imagens abaixo,comparando-as : 
   a)Aeroporto de cidade pequena (Ribeirão Preto,Uberaba)
   b)Aeroporto de cidade grande (São Paulo)
  3- Você recebe hóspedes ou se hospeda na casa de alguém? Em que ocasião?
 B- Identificação : 
  1- Você conhece o autor do texto? Faça uma pequena pesquisa sobre ele.
  2- Você conhece todas as palavras do texto?Circule no texto e procure-as no dicionário.
 C- Elementos da Narrativa- Crônica
   1- Identificar no texto : 
  a) Personagens
  b) Espaço
  c) Tempo 
  d) Narrador 
   e) Enredo 
    2- Dê uma nova versão para o final da história.
    3- Pense no seu dia a dia e escreva sobre um fato marcante.
  D- Atividades interdisciplinares
      - Seus professores trabalharão este texto com as seguintes abordagens :
     Arte- produção de desenhos,maquetes 
    História: contexto global da aviação
    Geografia : Localização ,mapas 
  Sugestão :
   1- O professor de História,dentro do contexto global da história da aviação,poderá fazer e desenvolver um projeto de visita ao Museu da Aviação na cidade de São Carlos.
  2 - O professor de Língua Portuguesa exibirá o filme ''O Terminal'',destacando os elementos da narrativa e o entendimento da história. 

Referenciais utilizados para comentar experiências de leitura

Três Autores Importantes:

Marilena Chauí


Professora de Filosofia da USP
"O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo", considera a doutora em Filosofia Marilena Chauí.
Eu costumo falar no esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade. Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida, pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro. Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro.
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

Antonio Candido


Crítico literário e ex-professor de Teoria Literária na USP
As produções literárias, de todos os tipos e todos os níveis, satisfazem necessidades básicas do ser humano, sobretudo através dessa incorporação, que enriquece a nossa percepção e a nossa visão do mundo. [...]. Em todos esses casos ocorre humanização e enriquecimento, da personalidade e do grupo, por meio de conhecimento oriundo da expressão submetida a uma ordem redentora da confusão.
Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.
Fonte: CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: ______. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004.

Fábio de Paula Xavier Marchioro


Advogado, jornalista, escritor e blogueiro
Que existam pessoas que não gostem de ler eu entendo. É a variedade da natureza. Eu, por exemplo, não gosto de pagode. Tudo bem. Há quem goste. Cada um na sua. Mas o que me chamou a atenção é o comentário de um menino de 15 anos, chamado Marcelo S. P., que afirma: "Para mim, ler não acrescenta nada. Vou começar a ler tudo a partir do segundo ano, quando pretendo me preparar para prestar medicina. Só leio Playboy, Fluir, Hardcore, Sexy e Veja".

Fonte: Disponível em:http://www.pensagens.com. Acesso em: 13 maio 2013